No eco mais vago, um mergulho
De uma sala qualquer, um olhar sujo
E uma onda de cachos derramados
Num pranto ou peito, faz-se estátua
Me deito, suspeito, diante de um amor
faz-se e cala, algum cheiro
doce, forte que provoca frescor
condensado em lama,
e sangra leve.
Multiversais
quarta-feira, 12 de junho de 2013
domingo, 26 de maio de 2013
Ana Larousse
"[...] sou apaixonada pela vida e pela beleza, então consigo encontrar muita coisa linda na tristeza e isso de toda dor é muito lúdico, eu acho. Não que eu não sofra. Eu sofro! rs Mas eu acho que sou boa em sublimar isso. Quase como se meu corpo pedisse sofrimento só pra depois poder respirar e se apaixonar novamente"
"[...] sou apaixonada pela vida e pela beleza, então consigo encontrar muita coisa linda na tristeza e isso de toda dor é muito lúdico, eu acho. Não que eu não sofra. Eu sofro! rs Mas eu acho que sou boa em sublimar isso. Quase como se meu corpo pedisse sofrimento só pra depois poder respirar e se apaixonar novamente"
sexta-feira, 17 de maio de 2013
silêncio
Todo o barulho do silêncio se permite ser rompido por um resmungo rouco.
Não é sobre liberdade, amor, solidão ou coragem.
É tudo mentira.
Qualquer verso morre.
Permaneçam longe.
Eu nem me levantei para dançar.
Nenhum poeta é sincero.
E quando requebrar te custar caro: o próximo ônibus sai às 23.
A janela é mais leve que toda essa gente.
Quando tornar podre, requebra.
Nenhum poeta é sincero.
Eu estou com sede, mas o bebedouro é muito sujo.
Nenhum prazer é verdadeiro.
Só o silêncio existe.
- O mais cruel e egocêntrico.
Ninguém abraça o silêncio.
Ninguém chora silenciosamente.
Não é sobre liberdade, amor, solidão ou coragem.
É tudo mentira.
Qualquer verso morre.
Permaneçam longe.
Eu nem me levantei para dançar.
Nenhum poeta é sincero.
E quando requebrar te custar caro: o próximo ônibus sai às 23.
A janela é mais leve que toda essa gente.
Quando tornar podre, requebra.
Nenhum poeta é sincero.
Eu estou com sede, mas o bebedouro é muito sujo.
Nenhum prazer é verdadeiro.
Só o silêncio existe.
- O mais cruel e egocêntrico.
Ninguém abraça o silêncio.
Ninguém chora silenciosamente.
Eu chego, eu rodo, esqueço e volto.
Adormeço. Desde o começo, é sempre a solidão.
Eu lamento, penso e volto.
Sorrio sem sentir meu peso.
O teu sobre o meu: é o fardo mais pesado que terei de carregar.
Me cheira à afirmação.
Me cheira a afirmação.
Eu não sou podre.
Como uma mosca que voa, ela vai.
Fica pra próxima. E eu morri.
Boa sorte.
Adormeço. Desde o começo, é sempre a solidão.
Eu lamento, penso e volto.
Sorrio sem sentir meu peso.
O teu sobre o meu: é o fardo mais pesado que terei de carregar.
Me cheira à afirmação.
Me cheira a afirmação.
Eu não sou podre.
Como uma mosca que voa, ela vai.
Fica pra próxima. E eu morri.
Boa sorte.
quinta-feira, 16 de maio de 2013
Ela fogo, eu ar.
Ela coca, eu comprimido.
Ela rua, eu cama.
Ela não, eu adeus.
Ela melancolia, eu choro.
Ela cruel, eu morta.
Ela familiar, eu gringa.
Ela velha, eu nasci.
Ela suicídio, eu atropelamento (por bicicleta).
Ela verdade, eu medo.
Ela tolerância, eu assusto.
Ela ação, eu sonho.
Ela destruíra, eu destruimento.
Ela amor, eu dúvida.
Ela confiança, eu unhas roídas.
Ela homem, eu mulher.
Ela abraço, eu toque.
Ela lê, eu escrevo.
Ela canta, eu vou junto.
Ela coca, eu comprimido.
Ela rua, eu cama.
Ela não, eu adeus.
Ela melancolia, eu choro.
Ela cruel, eu morta.
Ela familiar, eu gringa.
Ela velha, eu nasci.
Ela suicídio, eu atropelamento (por bicicleta).
Ela verdade, eu medo.
Ela tolerância, eu assusto.
Ela ação, eu sonho.
Ela destruíra, eu destruimento.
Ela amor, eu dúvida.
Ela confiança, eu unhas roídas.
Ela homem, eu mulher.
Ela abraço, eu toque.
Ela lê, eu escrevo.
Ela canta, eu vou junto.
terça-feira, 30 de abril de 2013
Sobre olhar pro alto, piscando.
Mergulhar, respirar e perdoar.
Fazer um roteiro, depois beijar.
"Mergulhar, respirar, perdoar",
abandonar, matar e sugar.
Matar sua alma, aparar a franja.
Colar tu-di-nho com durex.
Um abraço bem apertadinho.
Não! Bem solto e desengonçado.
É assim que gostam, e eu também.
Fazer um roteiro, depois beijar.
"Mergulhar, respirar, perdoar",
abandonar, matar e sugar.
Matar sua alma, aparar a franja.
Colar tu-di-nho com durex.
Um abraço bem apertadinho.
Não! Bem solto e desengonçado.
É assim que gostam, e eu também.
domingo, 14 de abril de 2013
Cidade, obrigado.
Estranho é não saber sobre o controle.
Estranho é ouvir barulho e pensar na luz.
Estranho não é você.
Estranho é você querer ser.
Mais estranho é você achar isso de mim.
Estranho é você não me achar.
Estranho é isso acontecer.
Estranho é a música acabar e eu continuar.
Esse frio que me aperta a alma.
Esse teu desprezo que é sempre tão meu.
Estranhas essas palavras proferidas com convicção.
Estranho é eu ser você antes de você, e você eu, antes de te conhecer.
Eu agora não posso pensar em luz, não posso pensar em comunicação. Obrigada.
Estranho é ouvir barulho e pensar na luz.
Estranho não é você.
Estranho é você querer ser.
Mais estranho é você achar isso de mim.
Estranho é você não me achar.
Estranho é isso acontecer.
Estranho é a música acabar e eu continuar.
Esse frio que me aperta a alma.
Esse teu desprezo que é sempre tão meu.
Estranhas essas palavras proferidas com convicção.
Estranho é eu ser você antes de você, e você eu, antes de te conhecer.
Eu agora não posso pensar em luz, não posso pensar em comunicação. Obrigada.
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